Áudios vazados nas redes sociais nesta sexta-feira (30) revelam supostas orientações do Sindicato dos Rodoviários para a colagem de adesivos do PT nos ônibus de Salvador, no último domingo (25), dia de votação do segundo turno.
A situação foi apontada como motivo para a retenção dos coletivos nas garagens, com a justificativa de ocorrência de crime eleitoral. Tanto a ação quanto a redução do serviço de transporte público, que também é considerada uma contravenção, são investigados.
Nos áudios, a voz que passa as mensagens para outros rodoviários é atribuída ao presidente interino do sindicato, Fábio Primo. As orientações destacam que havia um número reduzido de adesivos e orienta a colagem apenas naqueles coletivos que iriam para as ruas.
“Não tem material suficiente para todos os carros, então, quando chegar, temos que pegar na mão do operador o número dos carros que vão sair, para a gente colar apenas nos carros que vão sair, até porque eles não colocam 100% da frota”, diz a mensagem.
Em outro ponto, o homem destaca um local de responsabilidade dos envolvidos para o desempenho da ação: “Temos que pegar o material [adesivos]. O momento é crucial. Não existe outra alternativa, então todo mundo tem que se doar um pouco”. A equipe de reportagem tentou gravar com Fábio Primo, mas ele preferiu se posicionar por nota, por meio do Sindicato dos Rodoviários.
No posicionamento, a entidade afirmar ser “inadmissível distorcer os acontecimentos para construir uma narrativa que responsabilize a entidade sindical, desviando o foco das circunstâncias efetivas que levaram à retenção dos ônibus”.
O sindicato afirma também que não vai aceitar acusações “infundadas” nem “tentativas de deslegitimar sua atuação”, e pontua que os fatos devem ser apurados com seriedade, responsabilidade e transparência, “sem manipulações ou atribuições indevidas de culpa”.
A Procuradoria Geral do Estado (PGE) apresentou uma queixa-crime ao Ministério Público Federal (MPF) e outros elementos foram adicionados ao processo, incluindo o áudio. Até a última atualização, não havia uma conclusão sobre o caso. G1





