
ex-prefeito de Mutuípe, Rodrigo Maicon de Santana Andrade, o “Digão” (Progressistas), teve as contas referentes aos anos de 2020 e 2023 aprovadas pela Câmara de Vereadores nesta terça-feira (6).
A sessão especial reuniu os 11 parlamentares para deliberar sobre os dois pareceres emitidos pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). As contas relativas ao exercício de 2020 foram aprovadas com ressalvas.
Por escrito, Digão se defendeu das observações feitas pelo TCM, argumentando que as irregularidades apontadas eram de natureza técnica, sem indícios de fraude, e que respeitou os princípios constitucionais durante sua gestão.
O vereador Fellipe Barreto criticou a demora no julgamento por parte do conselheiro Mário Negromonte, afirmando que houve tempo suficiente para que as contas fossem “arrumadinhas”. Ainda assim, acompanhou o voto do relator e declarou apoio à aprovação. Ele também pontuou o índice de pessoal acima do permitido no terceiro quadrimestre e a falta de acompanhamento na execução orçamentária.
O relator das contas na Câmara, vereador Tarcísio Silva, recomendou a aprovação. A vereadora Marineide da Cruz elogiou o trabalho técnico da Casa Legislativa, que organizou duas pastas com todas as informações necessárias para análise dos parlamentares. Ela citou nominalmente alguns servidores envolvidos no processo, destacando que essa transparência foi inédita na história da Câmara.
A votação foi aberta e unânime: todos os 11 vereadores votaram a favor da aprovação das contas de Digão.
Durante a discussão da ata, a vereadora Valneide Cardoso também apontou as pequenas irregularidades identificadas, cobrando que erros semelhantes não se repitam na gestão atual, sob responsabilidade de João Carlos Rauedys Cardoso da Silva.
Por fim, o presidente da Câmara, vereador Júnior Cardoso, afirmou que nunca reprovará as contas de nenhum gestor apenas por ultrapassar o limite de gastos com pessoal estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Ele também relembrou as contas do ex-prefeito Carlinhos, referentes ao ano de 2015, que foram inicialmente rejeitadas pelo TCM, mas que, segundo ele, “após um jeitinho”, foram reavaliadas e aprovadas pelo tribunal. Mesmo sendo vereador de oposição à época, destacou que a Câmara aprovou as referidas contas










