
Uma reunião realizada na última terça-feira (16), no Palácio Thomé de Souza, em Salvador, pode ter definido um dos principais movimentos da oposição baiana para as eleições de 2026. Aliados do ex-prefeito ACM Neto avaliam que o encontro selou um acordo para que o prefeito de Jequié, Zé Cocá, ocupe a vaga de vice na disputa pelo governo do estado.
O encontro reuniu integrantes do núcleo político do União Brasil e lideranças próximas a Cocá, fortalecendo a construção da chapa. Nos bastidores, interlocutores indicam que a definição já é tratada como certa, restando apenas o momento oficial do anúncio.Acordo e articulações
Segundo aliados, o entendimento entre as partes inclui protagonismo político para Cocá em um eventual governo, além de acordos regionais envolvendo candidaturas a deputado estadual e federal.
A movimentação é considerada estratégica, especialmente pelo peso político do prefeito de Jequié, que foi reeleito em 2024 com ampla votação e consolidou sua liderança no Vale do Rio de Contas.
Disputa nos bastidores
Antes de se aproximar da oposição, Cocá também foi sondado pelo atual governador Jerônimo Rodrigues. No entanto, teria recusado a proposta e optado por caminhar ao lado de ACM Neto.A possível aliança representa um desafio adicional para o grupo governista, que ainda enfrenta impasses internos na definição da própria chapa. Lideranças como Jaques Wagner e Rui Costa têm protagonizado divergências nos bastidores sobre a escolha do vice.
Força regional
Além da popularidade em Jequié, Cocá possui forte influência política em municípios do interior baiano, como Ipiaú, Jitaúna, Gandu, Ubaitaba e Ubatã — regiões onde a oposição busca ampliar sua presença eleitoral após dificuldades em pleitos anteriores.
Repercussão política
A possível chapa ACM Neto e Zé Cocá já provoca reações no cenário político estadual, sendo vista como uma tentativa de fortalecer a oposição e ampliar alianças estratégicas para 2026.
Enquanto isso, partidos seguem em movimentação intensa, com trocas de legenda e articulações visando a formação de chapas competitivas tanto para o Executivo quanto para o Legislativo.







