Mesária é presa sob suspeita de votar no lugar de policial militar em Salvador e encaminhada à Polícia Federal
Um policial militar ficou sem votar no primeiro turno das eleições, neste domingo (4), em Salvador, após uma mesária supostamente registrar o voto no lugar dele. A mulher foi presa por suspeita de fraude eleitoral, encaminhada à Polícia Federal e liberada depois de prestar depoimento. O caso será investigado. O episódio ocorreu na Escola Estadual de 1º Grau José Calazans Brandão da Silva, no bairro de Santa Cruz. Segundo a polícia, o militar estava habilitado para votar em trânsito.
O policial apresentou os documentos e realizou a identificação biométrica. A mesária, então, disse que havia um problema na urna: o eleitor anterior teria deixado um voto em aberto. Ao tentar resolver a suposta pendência, ela teria votado no lugar do militar, impedindo que ele fizesse suas escolhas.
Em todo o primeiro turno, a Polícia Militar contabilizou 147 ocorrências relacionadas a crimes e irregularidades eleitorais. O balanço reúne 17 prisões em flagrante e 21 assinaturas de termos circunstanciados de ocorrência.
A boca de urna concentrou o maior número de registros, com 85 casos. Também houve 17 ocorrências de compra de votos e 13 de carreatas ou passeatas irregulares. Os demais registros incluem dez casos de desobediência à autoridade eleitoral, seis conflitos entre grupos políticos, seis desacatos, seis agressões físicas e quatro ameaças a eleitores. Correio da Bahia





