Após audiência de custódia, Justiça mantém prisão dos seis suspeitos de homicídio antes de Ba-Vi

Os seis suspeitos presos após a morte do integrante de uma torcida organizada no último domingo tiveram a prisão mantida depois de audiência de custódia realizada na manhã desta terça-feira, no Fórum Criminal do bairro de Sussuarana. A ação do grupo causou a morte de José Alexandre Souza Borges, torcedor do Bahia, e aconteceu horas antes do Ba-Vi 508, disputado no Barradão.
Os suspeitos foram ouvidos em audiência de custódia na manhã desta terça-feira. No resultado divulgado no fim da tarde, a justiça decidiu converter a prisão em flagrante em prisão preventida. Eles estão presos desde o último domingo.
Na decisão, à qual a TV Bahia teve acesso, o juiz Horácio Moraes Pinheiro analisou que há indícios suficientes que justifiquem a necessidade da prisão preventiva dos suspeitos. O juiz argumenta ainda que o ataque não foi um tumulto casual, mas uma emboscada premeditada. Ele destaca que os suspeitos bloquearam a passagem das vítimas pela via com dois veículos, além de estarem com uma vantagem numérica para cercar os alvos.
O documento aponta que o laudo cadavérico da vítima concluiu que ela sofreu nove perfurações por arma branca: seis nas costas e três na cabeça, e afundamento craniano frontal. Os suspeitos foram autuados em flagrante por homicídio qualificado de uma pessoa, tentativa de homicídio contra outras quatro pessoas, posse de artefato explosivo e promoção de tumulto.
Os seis suspeitos foram encontrados com facas, soqueiras, foguetes e artefatos explosivos artesanais. Alguns deles apresentavam vestígios aparentes de sangue nas roupas. Todos foram encaminhados ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Conforme apuração da TV Bahia, os presos foram identificados como:
- Caíque Santos Chaves;
- Guilherme Maia da Luz;
- Marcos Vinicius Costa Magalhães;
- Nethon Oliveira dos Santos;
- Sérgio Gabriel Reis dos Santos;
- Tiago Franco Barbosa Lima Silva.
Em nota, a defesa de Caique Santos Chaves afirma que ele nega a prática de qualquer ato de violência ou participação no homicídio. Eles argumentam o fato do investigado fugir de um cenário de tumulto é uma “reação compatível com a busca por proteção e não faz dele um homicida.” Leia a nota na íntegra ao final da reportagem. Globoesporte





