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Com time misto e falhas defensivas, Vitória é derrotado pelo Atlético Mineiro

O Atlético-MG fez valer o mando de campo e venceu o Vitória por 2 a 1, na noite deste sábado (29), na Arena MRV, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. Thiago Borbas, aos 24 minutos do primeiro tempo, e Reinier, aos 17 da segunda etapa, construíram a vantagem do Galo. O Vitória ainda encontrou forças para reagir e diminuiu com Erick, aos 42 minutos do tempo final, mas a tentativa de buscar o empate parou na defesa atleticana.

O resultado levou o Atlético aos 36 pontos, na sétima colocação, enquanto o Vitória permaneceu com 29, em 13º, cinco pontos à frente do Mirassol, que abre a zona de rebaixamento e ainda joga na rodada. Agora, os dois voltam as atenções para a Copa do Brasil: o Atlético recebe o Cruzeiro após o empate por 1 a 1 no jogo de ida, enquanto o Vitória recebe o Vasco no Barradão precisando reverter a derrota por 1 a 0 sofrida na primeira partida.

O JOGO

Era uma noite em que o Brasileirão dividia espaço com a Copa do Brasil. Com os dois clubes vivos na competição mata-mata, as escalações foram mexidas e o Atlético foi ainda mais longe nas mudanças. Mesmo com um time bastante alternativo, porém, o Galo entrou em campo com a postura de quem não pretendia deixar a oportunidade passar.

O Atlético empurrou o Vitória para trás, controlou a posse, chegando a 63%, e ocupou principalmente o campo de ataque. O Leão se organizava no 4-4-2, com duas linhas de quatro compactadas, tentando fechar o centro e acelerar quando recuperava a bola. O problema era transformar a recuperação em contra-ataque. A bola até era recuperada, mas o Vitória demorava a sair, perdia o momento e acabava novamente encurralado.

O jogo seguiu assim até que a organização defensiva do Vitória falhou. Aos 24 minutos, Alan Minda cobrou escanteio e Cacá subiu sozinho para desviar a bola. Lucas Arcanjo ficou sem possibilidade de defesa, e a sobra viajou até o segundo pau, onde Jamerson disputou com um jogador do Atlético. A bola voltou para a pequena área e encontrou Brítez, que tinha a chance de afastar o perigo, mas furou de maneira desastrosa. Thiago Borbas não precisou de convite. Diante da meta aberta, apenas completou para as redes.

O 1 a 0 teve um efeito imediato: o Atlético ganhou confiança, passou a circular a bola com mais tranquilidade e encontrou ainda mais espaço para incomodar. O Vitória, por sua vez, pareceu carregar o peso do gol nas pernas e, principalmente, na postura. O jogo seguiu sem mais chances até o fim do primeiro tempo. O intervalo, porém, não trouxe uma mudança de comportamento tão grande quanto a troca de peças. Jair Ventura tirou Brítez e colocou Matheus Silva, buscando um lateral-direito de característica mais ofensiva.

A intenção era clara, mas o cenário permaneceu praticamente o mesmo. O Vitória seguia baixo, distante do ataque e incapaz de incomodar o Atlético. Aos 17 minutos, veio o segundo golpe. Uma bola lançada desde o campo de defesa foi desviada por Luan Cândido e encontrou Reinier mais à frente. O atacante arrancou, passou pelo próprio Luan Cândido, deixou Cacá para trás e bateu de esquerda, forte e rasteiro. Lucas Arcanjo nada pôde fazer e o 2 a 0 parecia colocar ponto final na história antes mesmo dos últimos capítulos.

Jair Ventura, então, abriu mão da cautela. Matheuzinho e Erick foram para o jogo, e Renê também entrou para aumentar a presença ofensiva do Vitória. A mudança surtiu efeito. O Leão passou a ter mais a bola, conseguiu reter melhor a posse no campo de ataque e encontrou em Matheuzinho uma peça capaz de acelerar as jogadas. Ainda havia um problema: o time continuava espaçado demais. Faltava aproximação para transformar as iniciativas em pressão de verdade.

Quando a construção pelo chão não funcionou, a alternativa foi empilhar jogadores no ataque e jogar bolas na área. Aos 42 minutos, deu certo. Um lançamento vindo do lado direito encontrou Erick no segundo pau. O atacante cortou a marcação e bateu de direita, mas a bola voltou após tocar nos defensores. Na segunda tentativa, Erick limpou novamente o marcador e finalizou no alto, sem chances, fazendo 2 a 1.

O gol devolveu ao Vitória uma esperança que, poucos minutos antes, parecia perdida. Logo depois, Marinho obrigou o goleiro do Atlético a trabalhar em um chute de fora da área, e a Arena MRV passou a acompanhar os minutos finais com outra tensão. Só que o Galo soube jogar com o relógio. Mais compacto, com substituições que reforçaram o sistema defensivo e maior controle da posse, o Atlético impediu que o Vitória transformasse o ímpeto em uma pressão capaz de produzir o empate.

O Leão saiu de Belo Horizonte com a sensação de que poderia ter feito mais quando ainda havia jogo pela frente. O Galo, por sua vez, deixou o campo com três pontos que reforçam sua caminhada na parte de cima da tabela. Correio da Bahia

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