
Em meio à corrida eleitoral, o governo Lula anunciou na quinta-feira (17) um reajuste de 15% no Bolsa Família, que repercutiu entre os candidatos à Presidência. O piso do benefício sobe de R$ 600 para R$ 691 já em outubro, com pagamentos a partir do dia 19, entre o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais, caso haja segundo turno.
Lula afirmou que o reajuste preserva o poder de compra de quem mais precisa e cabe no Orçamento, enquanto Flávio Bolsonaro classificou a medida como um “ato de desespero” do candidato à reeleição e disse que ela seria ilegal durante as eleições.
Renan Santos chamou o aumento de “criminoso” e de “compra de voto” e afirmou que acionaria o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Caiado, por sua vez, criticou o que chamou de “uso eleitoreiro” do reajuste a 17 dias da eleição.
Horas após o anúncio, o deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado de Flávio Bolsonaro, acionou o TSE contra o reajuste do Bolsa Família. O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso. A decisão, anunciada em meio à corrida eleitoral, representa, segundo a equipe econômica, a reposição inflacionária do início do governo Lula em 2023, até o mês de agosto.
O governo nega influência eleitoral. De acordo com o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o reajuste custará R$ 5,8 bilhões em 2026, considerando os pagamentos de outubro a dezembro. Em 2027 e 2028, o aumento anual da despesa será de R$ 22,7 bilhões. G1





