Datafolha: redução da maioridade penal tem apoio de 89% dos eleitores de Flávio e 70% dos de Lula
A redução da maioridade penal de 18 para 16 anos tem o apoio de oito em cada dez brasileiros, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (17). O levantamento mostra que a opinião sobre a mudança varia conforme a preferência política e a intenção de voto para presidente nas eleições de 2026.
Entre os eleitores que declaram voto em Lula (PT), o apoio à redução é de 70%. Entre os que dizem votar em Flávio Bolsonaro (PL), o índice chega a 89%. A pesquisa foi realizada presencialmente com 2.520 pessoas de 16 anos ou mais, em todo o Brasil, nos dias 13 e 14 de outubro.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, no total da amostra, com nível de confiança de 95%. Nas questões políticas, a margem é de três pontos percentuais. Apesar de contar com o apoio da maioria dos brasileiros, a redução da maioridade penal está no menor patamar da série histórica do Datafolha, iniciada em 2003.
O apoio à medida atingiu o pico em abril de 2015, quando 87% dos entrevistados se declararam favoráveis à redução. Na mesma pesquisa, 11% eram contrários à proposta e 1% não soube opinar.
Apoio à redução varia conforme preferência política
A preferência partidária também está associada à opinião sobre a redução da maioridade penal:
- Entre os que simpatizam com o PL, partido de Flávio, 93% apoiam a redução da maioridade penal.
- Entre os que declaram preferência pelo PT, de Lula, o percentual é de 73%.
O resultado indica estabilidade em relação à pesquisa anterior sobre o tema, realizada em junho. Os percentuais de quem apoia a redução, é contrário à medida, se declara indiferente ou não sabe opinar variaram apenas um ponto percentual ou permaneceram iguais, dentro da margem de erro. A proporção de brasileiros contrários à redução passou de 17%, em junho, para 18%, em outubro.
A diferença está dentro da margem de erro e indica estabilidade em relação ao levantamento anterior, embora o percentual mantenha a tendência de alta das opiniões contrárias registrada desde 2006. Outros 2% disseram não saber opinar, ante 3% em junho. Já 1% se declarou indiferente à proposta, mesmo percentual da pesquisa anterior. G1





