
O São João acabou, mas deixou saudade em Muniz Ferreira. Durante os festejos, a cidade respirou tradição e cultura popular. Fogueira gigante, Forró na Feira, Arrastão, Bahia Meio Dia ao vivo, quadrilhas juninas, ruas decoradas pelos moradores, blocos juninos, transmissão do jogo da Seleção Brasileira e shows musicais fizeram parte da programação e mantiveram vivo o verdadeiro clima de interior.
Mais do que uma festa, o São João mostrou a identidade de Muniz Ferreira. Da fogueira gigante às ruas enfeitadas, da agricultura familiar às apresentações culturais, a cidade valorizou as tradições, reuniu moradores e visitantes e transformou cada espaço em um cenário típico dos festejos juninos.
Um dos símbolos da festa foi a rústica fogueira de 12 metros construída por Antônio Ramalho, conhecido como Cabrito. Ele vai montando madeira por madeira até formar a fogueira gigante. Para acender, ele utiliza papelão, feno, óleo e sacos plásticos.
Muniz Ferreira também mostrou a força da cultura popular, do turismo, do empreendedorismo local e da agricultura familiar. Os jornalistas Vanderson Nascimento e Andréa Silva apresentaram o Bahia Meio Dia ao vivo, direto da Praça 30 de Julho, mostraram para todo o estado um pouco das tradições juninas com as fogueiras, o forró, os produtos da agricultura familiar e a participação da comunidade nos festejos.
Cultura popular
Quem passou pela Rua do Sossego encontrou um verdadeiro cenário junino. Os próprios moradores decoraram a rua com bandeirolas, pinturas, enfeites e outros elementos que mantêm viva uma tradição passada de geração em geração. Em entrevista ao jornalista Kaylan Anibal, o artista Caíque Caial, formado em Artes pela UFRB, explicou que o projeto nasceu com o objetivo de dar continuidade ao trabalho iniciado pelos antigos moradores da rua. Segundo ele, a ideia é preservar a cultura popular e a tradição nordestina.
Além da decoração, a rua recebeu pinturas no asfalto inspiradas no clima da Copa do Mundo, um espaço para fotos com temática junina e um espantalho que lembra as origens da festa. Segundo Caíque, o São João também representa o período da colheita, simbolizado pelo milho e pelas comidas típicas, como canjica e mingau.
O valor investido em 24 atrações para os shows na Sede, Onha, Sodoma, Ponto Chic e também no São Pedro no Taitinga é de R$ 1,025 milhão, segundo o Painel de Transparência dos Festejos Juninos da Bahia. Além de preservar as tradições juninas, a programação também movimenta a economia da cidade. O aumento da circulação de pessoas beneficia comerciantes e ambulantes, que encontram na festa uma oportunidade de ampliar as vendas e reforçar a renda familiar.













