
O projeto da Ponte Salvador–Itaparica contará com um sistema de pistas flexíveis capaz de se ajustar ao volume de veículos em cada sentido. A informação foi confirmada por Cláudio Villas Boas, CEO da concessionária responsável pelo empreendimento.
Segundo ele, a estrutura única de concreto permitirá uma configuração dinâmica das seis pistas da ponte, três em cada direção. A divisão será feita por um mecanismo móvel, permitindo a transferência de faixas conforme a necessidade. “Como é um tabuleiro só, uma peça de concreto única, as seis pistas estão na mesma infraestrutura. A divisão central será feita por um mecanismo flexível, móvel, que permite transferir uma pista de um sentido para o outro conforme a demanda. Em um feriado, por exemplo, é possível que um sentido fique com quatro pistas e o outro com duas, otimizando o fluxo de veículos”, explicou Villas Boas em entrevista ao Portal A TARDE.
Ainda de acordo com o executivo, a tecnologia busca não apenas melhorar a experiência dos usuários, mas também prolongar a durabilidade da ponte, ajustando o fluxo em períodos de maior movimento, como sextas-feiras, domingos e feriados.
O recurso já é aplicado em outros países. Em Shenzhen, na China, o chamado “caminhão zíper” ganhou repercussão ao demonstrar como move barreiras de concreto para redistribuir pistas. Nos Estados Unidos, a ponte Golden Gate, em São Francisco, também utiliza o sistema, mas com foco na prevenção de colisões frontais.O Consórcio Sistema Rodoviário Salvador–Itaparica confirmou, por meio da assessoria, que a tecnologia usada na cidade chinesa será a mesma adotada na futura ponte baiana.







