
O mercado financeiro brasileiro começou a semana com sinais positivos. Nesta segunda-feira (13), o dólar encerrou o dia em queda, sendo negociado a R$ 4,99, a primeira vez que a moeda fecha abaixo de R$ 5 em mais de dois anos.
Ao mesmo tempo, a bolsa de valores brasileira manteve o ritmo de alta e voltou a atingir um novo recorde. O Ibovespa, principal índice do país, ultrapassou pela primeira vez os 198 mil pontos, fechando com avanço de 0,34%. Durante o pregão, o índice chegou a alcançar a máxima histórica de 198.173 pontos.
O comportamento dos ativos foi impactado por tensões e sinalizações vindas do cenário internacional, especialmente no Oriente Médio. No início do dia, investidores demonstravam cautela diante do impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã.
O clima de incerteza aumentou após declarações mais duras do ex-presidente norte-americano Donald Trump, que mencionou possíveis ações militares e ameaçou embarcações iranianas em meio ao bloqueio no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o transporte global de petróleo.
Com o passar das horas, no entanto, o tom mudou. Sinais de que o diálogo entre os países poderia ser retomado ajudaram a reduzir a tensão e trouxeram mais confiança aos mercados, favorecendo a queda do dólar e o avanço das bolsas.
No Brasil, investidores acompanharam novos dados econômicos divulgados pelo Banco Central. O Boletim Focus indicou aumento nas expectativas de inflação para este ano, que agora está projetada em 4,71%, marcando a quinta alta consecutiva.
Além disso, as projeções para 2026 voltaram a ultrapassar o teto da meta estabelecida, o que mantém o cenário de atenção sobre a política monetária. Declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em eventos internacionais também repercutiram entre analistas ao longo do dia.
Mesmo com os desafios no radar, o desempenho do mercado nesta segunda-feira refletiu um momento de maior otimismo, especialmente com a diminuição das tensões externas.








