
A GOUP Entertainment, produtora do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, negou ter recebido recursos do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ou de empresas ligadas ao empresário.
O posicionamento foi divulgado após o site The Intercept Brasil revelar que Vorcaro teria ajudado a financiar o longa e que o senador Flávio Bolsonaro pressionava o banqueiro por pagamentos atrasados relacionados ao projeto. Segundo a publicação, o empresário teria repassado cerca de R$ 61 milhões para a produção entre fevereiro e maio de 2025.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio Bolsonaro confirmou que havia um contrato ligado ao financiamento do filme. Com o passar do tempo, ele simplesmente parou de honrar com as parcelas do contrato. Sim, tinha um contrato. Ao ele não pagar essas parcelas, tinha uma grande chance de o filme sequer ser veiculado, sequer ser concluído”, afirmou o senador.
Já a GOUP declarou que “não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário” entre os investidores do longa.
A produtora também afirmou que “conversas, apresentações de projeto ou tratativas eventualmente mantidas com potenciais apoiadores e empresários não configuram, por si só, efetivação de investimento”.
O deputado federal Mário Frias, produtor executivo do filme, também negou aportes do banqueiro.
“Não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em ‘Dark Horse’”, declarou.
Segundo Frias, Flávio Bolsonaro “não tem qualquer sociedade no filme ou na produtora” e participou apenas da cessão de direitos de imagem da família Bolsonaro.
Daniel Vorcaro está preso em São Paulo sob acusação de chefiar um esquema de fraudes financeiras que, segundo a Polícia Federal, pode chegar a R$ 12 bilhões.








